Monte Roraima – uma viagem de autoconhecimento e superação

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Monte Roraima – uma viagem de autoconhecimento e superação

Para iniciar este ano fiz uma expedição ao Monte Roraima e vários amigos e familiares me perguntam como foi essa experiência. Então resolvi fazer esse artigo para contar como foi essa experiência SEN SA CIO NAL!!!

No dia 11 de Janeiro fui para a Venezuela numa expedição ao Monte Roraima vi o prospecto fantástico falando sobre cada um dos dias o que me fez empolgar ir até porque ajudaria na montagem de um novo treinamento chamado AVATAR que estamos montando. Só que mal eu sabia o que realmente significaria caminhar cada um dos dias até o Monte.

1º aprendizado monte (Copy)

1º Aprendizado: “O que um ser humano consegue eu também consigo”

Utilizo muito essa frase nos treinamentos e precisei usá-la dessa vez quando começamos a nos preparar para caminhar e fomos revisar a nossa bagagem pois tínhamos duas opções: carregar tudo que levássemos ou contratar um carregador. Fiquei com a primeira opção. O interessante ao revisar a bagagem é perceber o quanto carregamos coisas desnecessárias em nossas bagagens não só as físicas como as psicológicas também, por acharmos que em algum momento vamos precisar, só que quantas vezes mesmo nós usamos tudo que levamos? Vale o peso? Antes de sair de Brasília eu já tinha deixado algumas coisas, lá consegui deixar mais que realmente não fizeram falta. Mesmo assim fiquei com um peso de 10 kg para carregar. Chegando no ponto de partida vi várias pessoas contratando carregadores ai venho o pensamento: “Será que dou conta?” Quantas vezes esse pensamento já apareceu na sua mente? Na minha veio e forte. Mas foi ai que pensei: “O que um ser humano consegue eu também consigo”, se um carregador consegue carregar até 60 kg eu consigo carregar 10kg, vi outras pessoas também carregando as suas mochilas o que me fortaleceu mais para levar a minha.

a caminhada (Copy)

2º Aprendizado: “Se você está no meio do inferno continue caminhando só assim ele vai acabar”

Isso ficou muito claro nas subidas, que pareciam infinitas até o Monte, quando doía meus músculos, imagina subir com 10 kg nas costas, detalhe eram muitas horas de caminhadas por dia em torno de 6 a 8 horas. E lá só existia uma opção subir, só assim a dor iria passar, parar só faria protelar a dor as vezes até piora porque não passa. Então por mais que estivesse doendo continuar caminhando, no caso subindo, era a melhor opção. E fiquei pensando quantas vezes na minha vida optei por parar porque estava doendo achando que ia melhorar e na verdade só piorou, porque estava “no meio do inferno”. Então aconteça o que acontecer continue caminhando.

 

2 aprendizado a subida (Copy)

 

3º Aprendizado: “Só termina quando acaba”

Quando cheguei no Monte Roraima descobri que o objetivo não era chegar até lá e sim voltar. Não foi animador, mas… deixei para viver o momento presente.

Essa frase ficou mais forte quando no último dia de caminhada de volta eu avistei as vila de onde saímos e já estava comemorando achando que tinha acabado até aparecer a minha frente uma grande subida íngreme, caraca!, nem me lembrava dela. Quando eu vi ela pensei: ”Só termina quando acaba”. Quando vezes comemoramos as coisas antes da hora? E corremos o risco de deixar passar detalhes fundamentais para concretização do objetivo, seja enviar um email de confirmação, uma proposta, fazer uma ligação, até fazer um pagamento. Lembrei de uma cliente de coaching que estava se preparando para concurso e apesar de estar preparada para o um concurso não pode fazer porque esqueceu de pagar o boleto da inscrição.

 

 

por onde suberiamos (Copy)

4º Aprendizado: “Sofrer por antecipação é sofrer no mínimo duas vezes”

Quando estávamos no pé do Monte no acampamento de Base ficávamos olhando para o paredão por onde passaríamos no próximo dia para chegar ao topo e eu ficava tentando entender como íamos passar por lá. Parecia que não tinha caminho. E isso trouxe um sofrimento desnecessário uma vez que só saberíamos amanhã. Então pensei: “Amanhã eu vou descobrir”.

Esse aprendizado eu tive também na volta quando a vontade de chegar era grande, para não sofrer por antecipação eu vivia um dia de cada vez, porque quando ficamos pensando no futuro para fugir da dor do presente, deixamos de aproveitar o que esse presente tem para nos ofertar. Tinha muitas paisagens para ver, mesmo na volta, quando eu chegasse eu cheguei.

 

 

final

 

 

5º Aprendizado: “todo objetivo, meta tem um preço a pagar” e  “Para atingir uma meta, sonho é preciso persistência, paciência, resiliência”

Nas caminhadas que eram diárias tive esses dois aprendizados. 1º para conhecer as belezas que o Monte tinha a oferecer tínhamos que caminhar muitas horas com alimentação regrada, dormir em barraca… enfim, abrir mão do conforto, comodismo e facilidade que temos no nosso dia a dia, ah!!! Quantas vezes lembrei de minha cama, até cheguei a sonhar que estava em casa imagina a tristeza ao descobrir que era um sonho, lembrava do chocolate, da cerveja… tantos desejos e sabores vinham a mente … isso me fez lembrar que quando definimos algum objetivo, realizar algum sonho não pensamos no preço que precisamos pagar para realizar. Valeu a pena abrir mão.

Os aprendizados continuam…

 

 

Simone Arruda

Psicóloga e Coach Profissional